terça-feira, 26 de maio de 2009

confuso

No ônibus, a caminho do trabalho fiquei pensando umas coisinhas que andam me afligindo a cabeça e o coração (é meio confuso, mas é do jeito que penso, ando meio blasè ultimamente, a culpa é da mundança de estação)


O amor romântico é uma invenção da Idade Média.
O Estado nação, é uma invenção pós revolução francesa.
O dia dos namorados, foi inventado pelo comércio para "dar um up" nas vendas do mês de junho.
O valor que se dá a virgindade (ou se dava) foi inventado para dar mais valor as mulheres na hora do casamento (mulheres eram moedas de troca, um objeto nunca usado tem mais valor do que um "semi novo").
Tudo é discurso. Todo o valor dado, a qualquer sentimento é no fundo uma grande invenção.
Eu preciso me repetir isso todo o dia, desconstruir o sentidos das coisas, para não sofrer por elas.
Talvés ninguém entenda, mas agir assim, é como quando se é criança e cai. A mãe chega perto, e não importa o quanto você tenha se "ralado" ela vai dizer: "Não foi nada, só um susto, isso passa logo não precisa chorar".
Apenas a mesma forma de agir, só que agora como adultos (será?), fingindo não sentir.
O problema disso é que, parafraseando Cazuza, prendo o choro e fico aguando o bom do amor...

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